21 fevereiro 2017

Dystopia World Tour, Megadeth e o Grammy


Bandas grandes sempre causam ansiedade no público quando se preparam para lançar um novo disco. Quando é sua banda preferida então... pós um disco considerado "ruim" pela crítica e, acima de tudo, mudando a formação. Aja coração! Minha expectativas pelo novo CD e a nova formação eram altíssimas, mistas com medo e aquele pé atrás. Quando o Dystopia foi liberado no Spotify, abandonei toda essa ansiedade e minha felicidade se transbordou.

A surpresa já começou com a notícia de um brasileiro na banda, ninguém menos que Kiko Loureiro, um cara que eu sempre admirei. Depois vem o fato que o Dystopia foi o melhor álbum que ouvi em 2016 e que só me surpreendeu de forma positiva. A banda continuou fazendo o bom e velho Thrash Metal de uma forma especial no aspecto musical como um todo. Kiko não podia ter se encaixado de melhor forma e isso está explícito em cada solo, cada base, é possível distinguir o que é vindo dele no CD. Chris Adler também não ficou pra trás. Foi extremamente enriquecedor ver o Megadeth soando como ele mesmo e entregando o seu melhor aos fãs. Um álbum onde o Megadeth se renovou... mantendo suas origens.





Pra tornar o álbum ainda mais especial e marcante pra mim, no meio do ano passado foi anunciado que a Dystopia Word Tour passaria pelo Brasil. Quando recebi a notícia não acreditei: finalmente poderia ver a minha banda preferida ao vivo pela fucking primeira vez. Enlouquecida no meio do show, emocionada, cantando todas as letras e emitindo todos os gritos possíveis... eu realmente senti que essa fase era especial. Me senti feliz por fazer parte disso.


Arquivo pessoal: Felicidade de quem ficou pertinho do palco.


E parece que o Dystopia veio pra ser especial mesmo, pois depois de mais de um quarto de século e uma dúzia de indicações ao Grammy, ele foi responsável por fazer o Megadeth finalmente conseguir ganhar seu primeiro Grammy na premiação desse ano, na categoria Best Metal Performance. Sei que houve uma galera que disse que o prêmio não mudaria muita coisa, mas tenho certeza que foi uma conquista comemorada por todos da banda, principalmente o Dave. Como fã, confesso que fiquei muito contente pela conquista e, principalmente, pelo reconhecimento da banda e do álbum.

Eu queria comentar sobre o álbum e o show, porém deixei passar. Com a volta do assunto à tona por causa do Grammy, achei a oportunidade de expressar tudo o que penso e sinto sobre o Dystopia e sobre o Megadeth atual. É muito bom poder ver sua banda preferida em uma fase que só tende a melhorar.

E você, o que achou dessa nova fase?
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29 dezembro 2016

Lando - Minissérie Marvel & Star Wars


Hoje é dia de falar sobre mais uma minissérie do novo cânone de Star Wars nos quadrinhos. Já falei aqui sobre a da Princesa Leia, e hoje vou falar sobre a quinta série Marvel publicada, protagonizada por nada mais nada menos que por nosso famoso vigarista espacial cheio de lábia: Lando Calrissian. “Lando” se passa entre o Episódio III – Uma Nova Esperança e o Episódio IV – O Império Contra-ataca, primeiro filme da saga onde o personagem é visto.

Na história, Lando busca quitar uma dívida e, pra isso, se envolve em um roubo de uma grande nave espacial. Pra esse plano é formada uma equipe composta por: o próprio Lando, seu parceiro de longa data Lobot, os dois guerreiros Aleksin e Pavol (que pra mim estão mais pra duas panteras negras) e Sava Korin Pers, especialista em artefatos. Tudo parece simples demais, mas eles mal sabem que o que estão pra fazer atingirá diretamente ao próprio Imperador Palpatine.

Em geral, a trama central da série é previsível e comum, mas, mesmo que a ação seja construída em volta do assalto planejado, ele não é nada mais que um veículo para o tipo de desenvolvimento que ele nunca recebeu na trilogia cinematográfica original. Lando é a sobre evolução do próprio personagem. Nesta série, podemos ver exatamente que tipo de homem ele era antes de se tornar um membro da Aliança Rebelde, nos mostrando a evolução e comparação entre o Lando o canalha e Lando o herói, e também possuímos uma melhor visão do seu relacionamento com Lobot, dando uma atenção especial ao personagem secundário e nos mostrando o laço emocional profundo entre os dois homens.

A qualidade do diálogo e caracterização de Soule é simplesmente incrível. O trabalho de cor das montagens mescla perfeitamente com o humor geral da história. As ilustrações de Maleev extremamente bonitas e realistas. Todo a arte mantém com sucesso os olhos dos leitores focados nos elementos visuais mais importantes da história. Além de um bom roteiro, a arte de Lando é um show a parte e um verdadeiro deleite para o leitor.

Em conclusão, o Lando é uma das melhores mini-séries spin-off de Star Wars, talvez a melhor entre as que li até agora. A decisão de Soule de se concentrar mais no caráter do protagonista e construção de relacionamentos do que em tiroteios e as batalhas espaciais foi perfeita. Eu não esperava muita coisa, mas gostei bastante do que eu li. Uma história divertida, leve e simples, onde podemos ver em ação a ousadia e a lábia característica de Lando. Fiquei verdadeiramente surpresa como os quadrinhos conseguiram mostrar com sucesso e naturalidade a personalidade do protagonista, fazendo eu "me apegar" mais ao personagem. Uma leitura rápida e indicada pra todo mundo que curte o universo expandido de Star Wars.


Star Wars: Lando #1 a #5  | Marvel EUA – 2015
Roteiro: Charles Soule 
Ilustração: Alex Maleev
Data original de publicação: Julho a Outubro de 2015
Páginas: média de 23 páginas cada edição
Minha avaliação: ★★★★
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23 novembro 2016

O incrível mundo mágico de volta em "Animais Fantásticos e Onde Habitam"


Não me lembro de ter participado do hype enorme na divulgação de Animais Fantásticos e Onde Habitam, na verdade, eu nem acompanhei os dias que faltavam para o lançamento. Não me leve a mal, eu sou uma pessoa que gosto muito do mundo mágico que J.K criou, li todos os livros e me apaixonei pelos filmes de Harry Potter, porém estava com tantas outras coisas que nem lembrava a data de lançamento do novo filme. Mas o universo resolveu me pregar uma peça, minha professora faltou e meu amigo me arrastou para a pré-estréia. Resultado: eu sai tão deslumbrada do filme que deu vontade de voltar imediatamente pro cinema e assisti-lo de novo. Novamente estou envolvida com o mundo mágico, compartilhando do hype lindo e querendo muito uma varinha.

O filme é um spin-off do universo de Harry Potter se passa em 1920, 70 anos antes de Harry ir para Hogwarts. Temos como protagonista Newt Scamander, autor do livro Animais Fantásticos e Onde Habitam (um dos livros usados em Hogwarts) e Jacob (um não bruxo). Newt levava vários animais em sua mala e estudava o comportamento de cada um com o objetivo de escrever um livro para ajudar os bruxos compreenderem melhor as criaturas fantásticas, mas, por um acidente, acaba deixando as criaturas escaparem, então sai pela cidade resgatando-as. Logo eles se juntam com Tina (ex-investigadora do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) e sua irma Queenie. Mas a história do filme vai muito além disso, tocando em questões como o perigo e consequências da exposição da comunidade mágica para os trouxas (ou No-Majs, o termo americanizado para pessoas não-mágicas) e o que acontecem quando jovens bruxos reprimem sua força.

e essa fotografia maravilhosa?

A ação está enraizada na Nova York de 1920, que está em um período de prosperidade mas também de repressão e intolerância contra o diferente e mágico. Isso faz que surjam pessoas "pregando" contra a bruxaria, jovens reprimindo sua magia (criando uma força descontrolada) e o Ministério da Magia tomando providências contra a consequência da exposição. Isso tudo enquanto os animais descontrolados do Newt passeiam por NY, e as vezes parece que essas duas linhas de história não se conversam (mas, no momento certo, se encontram). O enredo é um pouco corrido, mas senti que a escrita de J. K. Rowling é transportada magnificamente para o filme. Por mais que seja uma história bem simples, a mensagem é um reflexo do caótico mundo em que estamos vivendo, com o crescimento do conservadorismo, e da intolerância. Newt Scamander nos alerta, dos rumos do mundo e de qual é a espécie mais perigosa de todas.

"We're going to recapture my creatures before they get hurt. They're currently in alien terrain surrounded by millions of the most vicious creatures on the planet; humans." - Newt Scamander

Você saberá rapidamente se você sente a magia do Potter se você sorrir quando ouvir um trecho do "Hedwig Theme" na trilha sonora ou se de repente você se surpreende quando o nome "Lestrange" é mencionado. Mas o amor ao filme não vem só pela nostalgia, pois ele conquista por si só: história simples, repleto de momentos cômicos e sombrios, efeitos encantadores, atuações excelentes e um elenco super carismático. A história é diferente, mas a magia ainda é a mesma. O roteiro não deixa nada solto e abre algumas brechas para continuação, que tem potencial pra melhorar cada vez mais. Já estou ansiosa para ver os outros filmes que virão.


E você, já assistiu o filme? Quer assistir? Conta aí nos comentários! 
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10 novembro 2016

O Último Adeus - Cynthia Hand


Só quem sofre a dor da perda de alguém muito próximo sabe como é isso, e o quanto é difícil compartilhar sobre com alguém. Mas Cynthia Hand compartilhou essa experiência com a gente através de Lexie, arrancando lágrimas de muitos leitores, inclusive as minhas. O Último Adeus é um livro que trata sobre suicídio e a depressão de forma delicada e sensível, com uma escrita envolvente e acessível. Foi lançado aqui no país em Junho desse ano e chegou em minhas mãos pela Darkside Books.

O livro é narrado em primeira pessoa por Alexis Riggs (Lexie ou Lex), uma garota que está no fim do colegial. Lex perdeu seu irmão mais velho, Tyler, quando ele decidiu cometer suicídio alguns dias antes do Natal. Agora ela vive apenas com sua mãe, que é divorciada do seu pai e está em uma inconsolável tristeza. Depois de sua mãe insistir bastante, Lex começa a fazer algumas seções de terapia com Dave, e assim, de início contra a própria vontade, começa a escrever sua história e os seus pensamentos como parte da terapia para tentar lidar com tudo o que aconteceu. A partir desse momento, adentramos na vida de Lex e passamos acompanhar o seu dia-a-dia após a esse turbilhão de acontecimentos, como ela tenta ser forte.

Os capítulos alternam entre os acontecimentos do presente e a parte "diário" de Lex com as suas lembranças e memórias sobre Tyler. A convivência dela na casa se resume em ver sua mãe extremamente emotiva, chorando toda hora enquanto tenta ser mais fria e forte para ajudar a mãe. Porém as coisas começam a mudar quando sua mãe começa a sentir que Tyler ainda está vivo, através do perfume dele. Lex nunca apoiou sua mãe e, inicialmente, acreditava que ela estava ficando louca, mas logo começa a ver as coisas dele também, e sentir o fantasma de seu irmão está pedindo ajuda para acabar assuntos irresolvidos. Com isso, Lexie tem que enfrentar seus próprios medos e conflitos,para tentar ajudar Tyler. O bacana é que o livro não deixa claro se o fantasma é real ou não, e isso dá um toque diferente para a história. O irmão realmente apareceu ou foi a mente de Lex que fez isso para ajudá-la a lidar com tudo? Fica a questão.


O livro é bastante viciante, o enredo é fantástico e me prendeu desde o início. Cynthia Hand foi capaz de lidar com o tema de suicídio de uma forma inteligente e emocional, conseguindo adicionar um certo encanto e positivismo na história. A maneira como ela descreveu a dor neste livro realmente mexeu comigo, mas também há partes mais humoradas e, quando menos se espera, a autora junta os pontos da história e cria um final brilhante. É difícil falar desse livro, todos deveriam ler para sentir isso tudo. Como eu disse na resenha de Confissões do Crematório, eu sou uma pessoa que, infelizmente, já sofri muitas perdas na vida, e acompanhar Lex me tocou bastante porque eu consegui me ver, de certa forma, na personagem: suas ações, seu jeito próprio de lidar com as coisas, sua personalidade e até mesmo seu amor pela matemática. O fato dela se parecer tanto comigo só deixou a experiência muito mais intensa pra mim. Enfim, não tenho palavras pra descrever o quanto esse livro me comoveu. É simplesmente lindo e brilhante.

A edição da Darkside Books está muito bonita e bem pensada. Os rabiscos, as letras azuis imitando a escrita de caneta, faz o livro parecer muito com um diário, como se fosse a letra da Lex. Nem preciso falar que é lindo né?

O Último Adeus não é sobre o choque da notícia, nem sobre o funeral. É sobre o que vem depois, quando você precisa seguir, mas é difícil. É sobre as pequenas coisas que te lembram sobre sua perda, sobre buraco no coração que fica, sobre aprender a viver com sua dor. Não tenho palavras para demonstrar o quanto gostei desse livro, o quanto ele me comoveu, me fez pensar sobre muitas coisas. É um livro que eu indico para qualquer pessoa, pois todos nós precisamos aprender a valorizar cada momento da nossa vida com pessoas queridas, aprender a demonstrar melhor  nossos sentimentos, ser melhor com quem nos importamos.

E você, já leu ou ouviu falar de O Último Adeus? O que acha? Deixa aí nos comentários
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30 outubro 2016

E então eu comecei a assistir Dorama


Você deve estar se perguntando o significado dessa palavrinha engraçada: "Dorama". Mas relaxa que antes de continuar a postagem, eu explico pra você: Doramas são basicamente novelas/séries orientais, divididas em vários tipos, como J-Drama (Drama Japonês), K-Drama (Drama Koreano), C-Drama (Drama Chinês) e até mesmo Live Action (Novelas baseadas muitas vezes em títulos de mangá ou anime).

Agora voltando ao assunto, eu gostaria de compartilhar minha experiência inicial como uma telespectadora de doramas (isso existe?). Eu sempre curti obras da cultura oriental mas meu contato era limitado apenas em Animes e Mangás, então resolvi stalkear a Netflix depois de ignorar tantas sugestões da mesma, onde achei várias séries orientais, escolhi uma aleatoriamente e deixei rolar.

Comecei com uma Original Netflix que havia aparecido em destaque na página inicial: Good Morning Call, e tenho que dizer que meu primeiro contato com dorama foi simplesmente horrível. Basicamente, a história era: uma menina se achando burra que se apaixona pelo bonitão que é inteligente, perfeito, pisa nela e no final ficam juntos. Uma alerta de relacionamentos abusivos, uma decepção. Depois disso tentei começar um monte de doramas na Netflix e cai na mesma coisa: menina sendo humilhada e o bonitão inteligente se fazendo de superior. eu queria quebrar a televisão e matar a netflix porque ela pisou nas minhas expectativas iniciais.


Decepcionada, comecei pensar que todo dorama seria igual e que isso de assistir os indicados Netflix não estava funcionando comigo. Quase deixei pra lá e julguei todos como ruins. Quase. Resolvi pedir indicação de pessoas que eu sabia que não me indicariam coisas ruins, então recorri a uma amiga que me passou uma lista enorme de indicação e a rainha Alê (conheci através do Encrenca em Dobro, blog/canal do meu coração), que me indicou 2 muito lindos: It's Okay, That's Love e W (vai ter postagem falando de cada um SIM), e, assim que assisti a primeira indicação da Alê, tudo mudou.

Aprendendo a Lição & Motivos para você assistir Doramas


Eu fui muito idiota e juro que aprendi a lição: não adianta sair assistindo qualquer coisa na doida igual eu fiz porque existem vários estilos de doramas e fazendo isso você pode cair em alguns horríveis. A primeira vista muitas pessoas tendem a comparar com as novelas brasileiras, formando um preconceito contra as “novelas” orientais, mas para mim os doramas se assemelham mais a séries do que novelas, e o estilo oriental de roteiro é completamente diferente: a maioria dos doramas são imprevisíveis, as temáticas são diversas, nunca se sabe o que pode acontecer e quase sempre te surpreendem por completo e deixam uma lição. Amizade, amor, esforço, os dramas asiáticos podem fazer qualquer um se emocionar.


Assistir doramas me fez ficar ainda mais encantada com a cultura asiática em geral, o comportamento, os costumes. Enfim, nessa postagem eu só queria comentar o pouquinho da minha experiência inicial e dizer que fiquei muito feliz de não ter parado nos primeiros doramas. Pretendo escrever sobre alguns que eu recomendo pra qualquer pessoa que já assista e goste ou queira começar assistir, quem sabe não consigo convencer alguém a experimentar esse "novo" estilo de série né?!

E você, já assistiu algum dorama? O que você acha? 
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29 setembro 2016

Um filme de terror por dia em Outubro #MEDO31


Outubro é um mês maravilhoso pros amantes de terror, não é? Por mais que a temática de terror esteja presente em todo meu ano, eu amo Outubro porque é mês de Halloween e é quando todo mundo dá uma atenção especial pro lado sombrio. Pra comemorar, que tal encarar uma maratona de 31 filmes de terror e suspense? O projeto M.E.D.O. tá aí pra isso.

M.E.D.O. (ou Movies Everyday In October) é um projeto criado pelo Márcio (Leitor 97) e o Andre (andrecefalia), que consiste em uma super maratona de filmes de terror e suspense durante todo o mês de Outubro. O objetivo é assistir 31 filmes, um filme por dia, seguindo semanas temáticas e um calendário formado com a ajuda de vários canais literários. Você também pode modificar o calendário conforme os filmes que queira assistir, desde que continue a ideia de fazer uma maratona de terror no mês do Halloween. O calendário formado pelo projeto é o seguinte:

[SEMANA 1 - MONSTROS E FANTASIA]

* O enigma de outro mundo
* Gremlins
* Pumpkin Head
* Freaks
* O Ataque dos Vermes Malditos
* A Lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça
* Olhos Famintos

[SEMANA 2 - SUSPENSES E THRILLERS PSICOLÓGICOS]

* Os Suspeitos 
* O Iluminado 
* Os Outros 
* Ilha do Medo 
* O Sexto Sentido 
* 1408 
* O Espelho

[SEMANA 3 - FILMES TRASH E CLICHÊS]

* Grindhouse 
* A Morte do Demônio 
* A Hora do Pesadelo 
* A Última Casa à Esquerda 
* Hellraiser 
* A Mão Assassina 
* A Bolha Assassina

[SEMANA 4 - TERROR CONTEMPORÂNEO]

* Circle 
* A Bruxa 
* Evocando Espíritos 
* Garota Sombria caminha pela noite 
* Orgulho e Preconceito e Zumbis 
* HUSH - A Morte Ouve 
* Corrente do Mal

[FINAL DE SEMANA - SESSÃO DARK]

* Donnie Darko 
* Tara Maldita 
* O Massacre da Serra Elétrica


Pretendo participar seguindo o calendário indicado porque além de ter muito filmes que eu gosto ainda tem alguns que eu quero assistir, mas ainda tô pensando em acrescer alguns filmes(Friday 13th ). Não sei se vou conseguir postar durante o projeto, mas assim que terminar volto pra contar minha experiência pra vocês e comentar os filmes. Durante outubro pretendo fazer mais algumas postagens voltadas pro terror também. Pra quem tiver interesse, é só entrar no grupo do Facebook, onde vamos interagir durante o mês e vai rolar até sorteio.

Enfim, bora passar MEDO juntos?
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15 setembro 2016

Em Algum Lugar nas Estrelas e a jornada para buscar o que está perdido dentro de si


Depois de uma fase literária totalmente dedicada ao terror e uma ressaca literária das boas, resolvi expandir os gêneros das minhas leituras e ler alguns livros mais sensíveis. Depois de tanto adiar, comecei os livros que fazem parte da coleção Darklove, e um deles foi Em Algum Lugar nas Estrelas, um romance que mistura fantasia, aventura e aborda temas como a amizade. O livro foi cedido pela Darkside Books e chegou em minhas mãos em Julho.

A história se passa nos anos 40 e é narrada por Jack, um garoto de 14 anos que está tentando se adaptar a uma vida nova: após perder a mãe recentemente, Jack teve que ir morar com o pai, um militar da marinha que esteve ausente na maior parte de sua vida. Pela pouca convivência entre eles, Jack sente como se morasse com um estranho e fica desconfortável com isso. Seu pai então resolve o matricular em um internato para filhos de militares.

No internato Jack conhece Early Auden, um aluno bem diferente dos outros garotos. Early é organizado, metódico, obsessivo e se recusa a assistir aulas que vão contra suas crenças; por isso é considerado o esquisito da escola e está sempre só. A medida que Jack se aproxima de Early ele descobre ainda mais coisas sobre ele: o garoto tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Também enxerga no número Pi cores, formas e texturas que formam uma história.



Quando chegam as férias, todos os os alunos voltam para casa para passar o fim de ano com a família, mas Jack e Early permanecem na escola. Mesmo discordando de Early em vários assuntos, e por motivos que não citarei para evitar spoilers pra quem quiser ler, Jack parte com ele em uma jornada a bordo do barco que eles construíram juntos. Baseando a jornada no entendimento e leitura diferente que Early possui do número Pi, eles seres fantásticos como piratas, pessoas amaldiçoadas e outros elementos fantasiosos que atiçam a imaginação de quem está lendo.



Esta foi uma obra que realmente mexeu comigo. Eu estava um apreensiva pois havia muito tempo que não lia algum livro infanto-juvenil, mas eu realmente fui tocada pela delicada escrita de Clare Vanderpool. Os personagens são incríveis, Early e Jack cada um com a sua maneira de lidar com a perda e confusão. A amizade de Jack e Early foi uma das coisas que mais amei na história: mesmo sendo considerado estranhos, eles não tinham medo de ser quem eles eram um com o outro, e podiam expressar-se completamente quando estavam entre si. Os dois estavam sofrendo a dor de uma perda, mas juntos ajudaram um ao outro curar. A narrativa alterna entre A História de Pi e o ponto de vista de Jack; as conexões são tão belas que, no final quando o leitor é exposto a tudo, não tem como não se emocionar.

Essa foi a primeira vez que li ouvindo as músicas relacionadas com a história, o que foi bem diferente e enriqueceu a minha experiência de leitura imensamente. A Darkside Books montou uma playlist do Spotify com os artistas citados por Early,  como Mozart, Sinatra e Billy Holiday. Mesmo que você não tenha costume de ouvir músicas ao ler (assimcomo eu), eu te garanto que será diferente aqui: você realmente fica imerso na história, é bem mágico sabe? Vou deixar a playlist anexada pra quem se interessar (com livro ou sem, vale muito a pena).



Em Algum Lugar nas Estrelas é mágico, emocional, profundo e muito delicado, que fala sobre amizade, perda, a busca por respostas em uma jornada pelo auto-conhecimento. Um livro juvenil com um toque de adulto, que traz lições de vidas para todos e que eu recomendo para os leitores de todas as idades.
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05 setembro 2016

O íntimo e expressivo "The Getaway" - Red Hot Chili Peppers


Estava com saudade de falar de música aqui no blog, o que não faz sentido pois eu ouço música mais do que faço qualquer outra coisa na minha vida. Falando de música, o Red Hot Chili Peppers resolveu sair do hiatus e, depois de 5 anos, lançar o The Getaway, álbum que estou constantemente ouvindo por agora. O RHCP é uma banda muito especial pra mim (sério, tem gente que não acredita) e eu não sabia o que aguardar, já que eles estão em uma fase totalmente nova. E, como músicas são capazes de traduzirem as fases da nossa vida, The Getaway veio pra isso.

Músicas como Can't Stop, Give It Away e Suck My Kiss foram as responsáveis por me fazer apaixonar pela banda, principalmente por suas pegadas punk / funk, batidas animadas, excesso de riffs de guitarra e Flea mandando no contrabaixo esbanjando slap. Como eu amo ouvir faixas assim! Mas isso foi a muito tempo, e toda a banda tem o direito de inovar e mudar seu estilo.

Aqui temos um Anthony Kiedis compondo pós desilusão amorosa e o novo guitarrista, Josh Klinghoffer, buscando gravar seu próprio estilo e conquistar seu espaço, saindo da sombra pós-Frusciante. Vale lembrar também que esse é o primeiro CD com o novo produtor Danger Mouse, já que a banda encerrou seus trabalhos com Rick Rubin, que trabalhava com eles desde 1991. Resultado disso tudo: um disco sutil, expressivo e recheado de novos elementos.


Com frases como "The darkness helps to sort the shine" ('Dark Necessities'), Anthony deixa claro a influência "sombria" presente nas suas narrativas aqui. A calma reflexão sobre o jogo da vida  em 'The Longest Wave', a penitência para a passagem de um amigo em 'Feasting On The Flowers', a morte em 'Goodbye Angels', a intensa 'Dreams Of A Samurai' que encerra o cd de forma melancólica. Músicas com letras expressivas e sentimentais. 'Go Robot' é uma das faixas que me fez dançar, mas mesmo nela vemos o preenchimento com sintetizadores. 'This Ticonderoga' é o punk que não poderia faltar, com Flea se destacando com sua agilidade no contrabaixo. Mesmo que o Funk e Rock estejam presentes em “The Getaway”, temos novos elementos que se assemelham ao Indie e Pop, com elementos eletrônicos (ainda não sei se gostei disso), muito teclado, uma vibe mais calma e letras mais pessoais.

Provavelmente eu teria reclamado bastante dessa "mudança" de estilo da banda se tivesse ouvido esse CD um tempinho atrás, porém quando abri o Spotify para ouvir The Getaway as mudanças estavam também me rondando, então desde o lançamento já cansei de contar quantas vezes o ouvi. As críticas na interweb contra esse álbum foram muitas: melódico demais, triste demais, sádico demais. Mas aqui temos Anthony compondo especialmente o complexo de suas emoções nuas após um mal momento na sua vida, e, de que valeria a música se ele não pudesse se expressar nela?


É possível sim renascer de uma forma nova ainda mantendo sua essência. O brilho de 'The Getaway' está em suas sutilezas, sendo (na minha humilde opinião) o álbum mais íntimo e expressivo até agora, sugerindo que, após tantos anos, o Red Hot Chili Peppers ainda pode me impressionar.

(gostei muito de escrever essa postagem, acho que vou lotar o blog falando de música agora)
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