20 agosto 2016

A verdadeira face da morte em Confissões do Crematório de Caitlin Doughty


A morte sempre me rondou de uma forma stalker. Meu primeiro contato com ela foi quando minha bisavó morreu, eu era criança demais pra entender a dor das pessoas ao redor, então me limitei a ficar brincando perto do caixão. Depois disso foram muitas pessoas próximas partindo, e em alguns casos, pessoas desconhecidas morrendo na minha frente. Por exemplo, uma vez voltando da faculdade com um amigo, vimos um ônibus passando em cima da cabeça de uma jovem, e ainda me lembro o barulho que é uma cabeça estourando. Enfim, a morte nunca teve timidez pra se apresentar diante dos meus olhos, e quando a Darkside anunciou o lançamento de Confissões do Crematório, pensei que eu iria gostar bastante desse livro, baseada na minha experiência enorme de lutos e familiaridade com a morte. E eu realmente gostei: assim que a Caveirinha me enviou o livro, eu o li em dois dias.

Aqui temos uma obra de não ficção, onde Caitlin Doughty conta em primeira pessoa sua experiência na indústria funerária. Ela passou um ano como operadora de um forno crematório na Westwind Cremation & Burial em San Francisco antes de buscar o licenciamento de agente funerário para tornar-se que ela é hoje. Caitlin traz os bastidores do que acontece com um corpo depois que entregue para a funerária, como é preparado um corpo, as opções disponíveis depois da morte, e em nenhum momento encobre os detalhes desagradáveis, nos expondo a verdadeira realidade sobre a morte: ela não é algo tão bonito assim, mas é real e precisamos encará-la do jeito que ela é.


Caitlin fala sobre as atividades que exerceu no seu trabalho: transporte de pessoas falecidas, preparação de corpos, manipulação dos cadáveres e cinzas, e, principalmente, como tudo isso a ajudou a formar seu ponto de vista sobre a vida e a morte. Enquanto conta sobre sua rotina lidando com os mortos, a autora nos mostra diversos fatos históricos, mitológicos e filosóficos relacionados com a mortalidade e também nos conta sobre rituais praticados por várias culturas, deixando claro que cada povo tem um jeito diferente para cuidar dos seus cadáveres. Um choque de realidade que me fez abrir a mente para o assunto e entender que é preciso respeitar e aceitar a forma que cada cultura lida com o fim dos seus.


É impressionante como esse livro trata de um assunto difícil de uma forma tão envolvente, simples e bem humorada. Todas as pessoas envolvidas são cativantes e eu me vi totalmente apegada à Caitlin e seus colegas, pessoas que mesmo trabalhando com a morte precisam se manter bem. É uma obra que me fez refletir sobre o assunto de uma forma totalmente diferente, mudou minha visão sobre a vida e também me fez rir bastante. Mesmo se tratando sobre a mortalidade, essa é uma leitura que está longe de ser deprimente. Não tenho palavras suficientes para descrever o quanto que aprendi, cresci como pessoa e percebi quantos equívocos eu cometia ao pensar na industria funerária.

Caitlin fala sobre a necessidade de pensarmos sobre nossa própria mortalidade e a importância de encararmos que a morte é algo natural, que virá para todos. Afinal, se a morte é a nossa única certeza em vida, por que evitamos falar dela? Este é um livro que, na minha opinião, todos devem ler, já que é preciso mudar vários equívocos e incentivar mais conversas sobre o assunto, para que a morte não seja algo tão distante. Confissões do Crematório traz a desmistificação da morte para nós e, através dela, nos ensina lições para levarmos por toda a vida. 
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17 agosto 2016

Além do Facebook: redes sociais sobre livros, filmes, séries, jogos e música


Hoje as redes sociais fazem parte do dia-a-dia de quase todo mundo, pois além entreter também servem para trocar diversos tipos de informações, desde humor, lifestyle, até informações importantes. Há sites de redes sociais para todos os gostos e tenho certeza que todo mundo conhece Facebook, Instagram e Twitter né? Mas na postagem de hoje eu vou indicar algumas que eu não consideram tão conhecidas como deveriam, e que se tratam de assuntos diferentes, como livros, jogos e etc. Bora então?

Skoob

O Skoob é uma rede social totalmente brasileira e destinada aos amantes de livros, onde se poder compartilhar informações e avaliações pessoais referentes as suas leituras. Você pode montar sua estante com os livros que você já leu, quer ler, os que abandonou e também catalogar e separar livros das revistas e quadrinhos. No Skoob você marca os livros que você tem ou não, participar de grupos literários, posta resenhas, concorre a cortesias das editoras e através do Skoob Plus pode até mesmo fazer troca de livros com outros leitores. É minha rede social preferida e, na minha opinião, a rede literária mais completa. Visite aqui o meu perfil no Skoob ♥


Filmow

E se o Skoob fosse de filmes ao invés de livros? Aí seria o Filmow. No Filmow você pode montar a sua "estante" de filmes, séries, documentários e animações, compartilhando seu gosto cinematográfico por ai. Cada obra tem uma página especial, com sinopse, ficha técnica, comentários dos usuários, entre outros. Você pode marcar os filmes/outros que você já viu, os que quer ver e até mesmo os que não quer, também podendo escrever sua opinião e avaliação. No seu perfil mostra a quantidade de horas de tudo que assistiu e você ainda pode criar listas com o tema que quiser. O que eu mais gostei no Filmow é que, apesar do nome, ele não é focado apenas em filmes, e eu sempre achei todos os animes que queria no site. Vale a pena usar! Visite aqui meu perfil no Filmow ♥


Alvanista

Quando vi a Alvanista foi amor a primeira vista (e juro que não pretendia rimar piadinha horrível, eu sei). A Alvanista é uma rede social  dedicada aos jogos e gamers de plantão. Ela também é totalmente brasileira e a estrutura é bem parecida com o Facebook. Aqui você montar sua coleção de jogos e marca os que já jogou, os que quer jogar, os finalizados, os que você tem, etc. Também pode escrever e ler avaliações, adicionar amigos e participar de rankings. De todas as possíveis redes sociais de jogos, a única que conseguiu me cativar mesmo foi esta, pois é bem organizada e de fácil entendimento. Meu perfil é relativamente novo, mas pode adicionar pra gente trocar experiências! Visite aqui meu perfil no Alvanista ♥


Last FM

O Last FM é uma rede social de música onde fica gravado tudo o que você, daí quando você acessa o perfil de outra pessoa, o site te mostra o grau de compatibilidade musical entre vocês. Você pode ver os artistas e músicas mais ouvidos e escolher o período abordado (os mais ouvidos do mês, dos últimos sete dias, etc), marcar seus sons favoritos, conhecer novos artistas baseados no seu gosto musical atual, seguir amigos, enfim, é muito bacana. Tenho que dizer, é a melhor forma que encontrei até hoje de conhecer novas bandas, checar as discografias, conhecer pessoas com mesmo gosto musical, etc. Tudo muito bem organizado, com um layout agradável, e o melhor de tudo, se baseia no gosto do público. Visite aqui o meu perfil no Last FM ♥


Essas são minhas redes sociais queridinhas onde eu organizo tudo que eu gosto, e eu adoro catalogar livros, séries e afins pra ter um controle de tudo com o que já tive contato, até mesmo pra conhecer novas coisas do mesmo gênero. Espero que gostem das indicações, conta pra mim aí o que achou e se você já usa alguma dessas.
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18 julho 2016

Romance, fantasia e força feminina em "The Kiss of Deception"


Quando foi anunciado o lançamento de The Kiss of Deception, primeiro livro da trilogia Crônicas de Amor e Ódio, confesso que fiquei com dúvidas se leria ou não, até porque nunca fui muito fã de romances "Príncipe e Princesa". Mesmo assim, aquela curiosidade sobre a presença da fantasia e força feminina no livro me fez pensar e dar uma chance a primeira obra da autora Mary E. Pearson. Quando li o primeiro capítulo disponibilizado no Skoob, aí que fiquei curiosa mesmo. Recebi o livro em parceria com a editora Darkside Books e, olha, fiquei bem feliz por ter mudado de ideia.

The Kiss of Deception conta a história da princesa Arabella Celestine Idris Jezelia (ou só Lia mesmo), a Primeira Filha do Reino de Morrighan. Lia estava com um casamento marcado (contra sua vontade) com o príncipe de Dalbreck, um reino vizinho, casamento que firmaria uma aliança entre os dois reinos. Porém, mesmo com tal responsabilidade, Lia foge no dia do casamento juntamente com sua criada e amiga Pauline para uma cidade chamada Terravin, afim de viver uma vida livre de responsabilidades reais e onde ela possa ser dona dela mesma.

Assim que chegam na cidade, Pauline a leva para a pousada de Berti, que as acolhe com a condição de ajudarem servir as mesas. Mas Lia não fazia nem ideia do que suas ações desencadeariam: o seu prometido de Dalbreck, impressionado e ao mesmo tempo "magoado", resolve seguí-la para saciar sua curiosidade de saber quem era a mulher que teve a ideia (e coragem suficiente) de fugir, coisa que ele queria ter feito mas hesitou. Ao mesmo tempo, um assassino é enviado por Venda com objetivo de matá-la para acabar com a possibilidade de aliança entre  os reinos Dalbreck e Morrigan. Algumas semanas depois da chegada de Lia, dois rapazes, Rafe e Kaden, entraram juntos na pousada de Berti para observar a princesa. Mas uma coisa não é nos revelada: quem é o príncipe e quem é o assassino?


Os capítulos alternam entre o ponto de vista de Lia, do “Príncipe”, do “Assassino”, de “Rafe” ou “Kaden”, deixando oculto para o leitor a identidade do príncipe e do assassino. A medida que a narrativa vai se desenrolando, a personalidade de cada um vai sendo revelada aos poucos e cabe ao leitor a aposta de quem é quem, o que eu achei muito bem pensado pela autora. Essa jogada cria um vínculo muito bacana com quem está lendo, eu mesma me vi presa pela história e só consegui soltar o livro depois de finalizada a leitura. A forma como Mary escreve é tão inteligente que fiquei impressionada ao saber que esse foi o seu primeiro livro.

Outro ponto forte são os núcleos femininos. As personagens são unidas, ajudam umas as outras e são profundas, o que me agradou imensamente. Lia, por mais que seja alguém que foi criada como princesa, é uma pessoa que está sempre pronta a trabalhar, comete erros, tem personalidade muito forte e não é perfeita como a maioria das outras princesas que nos são apresentadas. É uma protagonista bem escrita, intensa, cheia de seus próprios desejos e alguém com quem podemos nos identificar. Não só Lia, mas as outras mulheres também possuem personalidades únicas, seus problemas, suas individualidades. Representatividade feminina não falta nesse livro.

Quando eu comecei ficar um pouco frustrada quando as coisas ficaram muito focadas no romance, pude ver que tudo foi bem pensado e necessário para o desenvolver do enredo, até as partes mais monótonas. Entre os capítulos há várias passagens das escrituras e canções dos reinos, que se encaixam perfeitamente com a história e deixa aquele gostinho de "vem uma boa dose de fantasia por aí". Digo isso porque a medida que o livro caminha pro final, são apresentados mais elementos místicos, como a profecia e missão de Lia. Minha expectativa é que isso seja melhor abordado na continuação da trilogia, e estou muito curiosa para saber o que acontecerá nos próximos volumes.

The Kiss of Deception é um daqueles livros que você não consegue parar de ler enquanto não chega ao fim, e a trilogia "Cronicas de Amor e Ódio" promete ser uma saga e tanto. A edição da Darkside Books está linda como sempre: mapa nas duas contracapas, capa dura e vem com um marcador (além da fita) e um poster gigante com o mapa dos reinos. Essa é uma bela história que une romance, fantasia e cenário medieval, uma experiencia nova pra mim que eu recomendo muito pra quem gostar desses gêneros.
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23 junho 2016

Exorcismo - Thomas B. Allen


Já estou acostumado a ler livros com a temática demoníaca e amo tudo que envolve esse mundo obscuro. Logo que fiquei sabendo do lançamento do livro “Exorcismo” pela Darkside eu já o coloquei na minha wishlist, mas tenho que dizer que fui surpreendido de uma maneira muito positiva recebendo-o em parceria com a editora. Exorcismo é uma espécie de documentário “narrado em forma de história” baseado em um diário, anotações e conversas que o autor, Thomas B. Allen, manteve com um dos padres que participou de um exorcismo nos Estados Unidos lá no ano de 1949. 

O livro relata o exorcismo do garoto Robert Mannheim que tinha uma tia que se comunicava com os mortos através de uma tábua ouija. Logo após o falecimento da mesma, o garoto se tornou vítima das forças do mal e ,a partir daí, a família e diversos padres entram em uma luta espiritual e física com o mal para tentar livrar o garoto de um destino aterrador. A cada dia que passa Robbie vai piorando e o exorcismo se torna algo exaustivo, mas os envolvidos não perdem as esperanças. A obra ainda conta com a bibliografia detalhada referente a cada capítulo e o diário de registros de um dos padres (diário que deu vida a esse livro) que fez parte do exorcismo como prova ocular e participante ativo do mesmo durante quase todo o processo, são registros perturbadores que vão além da compreensão humana.

“Uma das sensações que é muito indicativa da natureza espiritual da possessão é que a pessoa possuída perdeu a característica humana... é como se você estivesse na presença de algo inumano ou que o possuído está vazio e alienado de si próprio.”

Foi uma leitura muito pertubadora e que me proporcionou horas de espanto e reflexão sobre o assunto, me prendeu do começo ao fim e fez com que minha mente ficasse ainda mais aberta em relação aos assuntos referentes a espíritos, religião, possessão e etc (destaque para o batismo do garoto que foi algo exaustivo e assustador, dá para sentir na pele a apreensão dos padres em relação ao mesmo, visto que o batismo foi fundamental para o exorcismo de Robbie que só foi concluído após um longo tempo). Dá para ver claramente o trabalho que Thomas B. Allen teve ao relatar essa história, sempre buscando a veracidade das informações e transformando tudo em um livro impecável. Já a Darkside teve muito carinho como já é de costume com a arte da capa e a diagramação que ficaram maravilhosas, sem contar as tábuas ouija que estão presentes no começo e fim dessa edição e que dão um toque especial a obra.



"Havia crucifixos na parede e freiras que eram enfermeiras. E a maca disparou por todo o quarto, sozinha. Marcas de arranhões apareciam de repente no peito do menino enquanto as freiras observavam..."

Esse livro foi a principal inspiração para “O Exorcista”, filme que já assisti milhares de vezes, desde a época dos filmes VHS quando ia com meu pai na locadora alugar os filmes (sim, alugar mesmo) e já buscávamos a sessão de filmes de terror/horror. Me lembro até hoje do medo que senti ao assistir ao filme e pensar que aquilo realmente aconteceu, perdia noites de sono. Mas eu era muito pequeno, e hoje em dia já estou acostumado com filmes do gênero, e como disse, o livro me assustou mesmo com minha “experiência” com esse assunto. A obra ainda possui relatos sobre estranhos acontecimentos enquanto o filme estava sendo produzido, como o incêndio dos sets de filmagem que aconteceu diversas vezes e sem nenhuma explicação.

O autor Thomas B. Allen (que também é jornalista) tem a capacidade de deixar até os mais céticos em relação a esse assunto um pouco assustados. Recomendo a leitura para todos os fãs do gênero e também para quem não é, pois, a luta contra o mal ocorre diariamente, e no livro, você poderá tirar suas próprias conclusões caso ainda não acredite em tais acontecimentos, visto que é um relato real de uma pobre vítima das forças do mal.

Escrito por: Peterson Roberto
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19 junho 2016

Eu Não Faço a Menor Ideia do que eu Tô Fazendo Com a Minha Vida


A retórica é verdadeira, porém a postagem não é pra falar sobre a minha vida, e sim sobre um filme brasileiro dirigido por Matheus Souza e protagonizado por Clarice Falcão (nem amo pouco). "Eu Não Faço a Menor Ideia do que eu Tô Fazendo Com a Minha Vida", com duração de aproximadamente 90 minutos, conta a história de Clara, uma menina que começou seu curso superior mas que está muito confusa com relação o que realmente quer fazer da vida.

Clara se matricula em medicina por causa da pressão dos pais e, por não saber se é isso que ela quer fazer, mata suas aulas desde o primeiro dia na faculdade. Sem nada pra fazer no horário da aula, vai parar num boliche onde conhece Guilherme (Rodrigo Pandolfo). Guilherme tem algumas ideias de como ela pode decidir o que gosta de fazer, então Clara começa treinar "as suas habilidades" pra ver o que ela realmente quer. A partir daí começamos ver Clara testar se é boa em mentiras, em cuidar das pessoas, criar... e a partir daí o legal do filme começa a acontecer.

"Eu tô cansada de pensar com a cabeça dos outros ou de aproveitar os pensamentos de outras pessoas só porque eles estavam prontos. Quer saber? Eu fiz uma dieta semana passada, comi muita couve e alface, tomate… Só que eu prefiro viver até os 60 comendo besteiras do que viver até os 80 comendo o que as outras pessoas dizem que é certo. Pelo menos tudo isso vai ter valido a pena no final. Eu posso fazer o que eu quiser! "


O roteiro é leve e bem pensado, com várias citações de coisas do cotidiano atual, como redes sociais e outros, elementos que nos fazem identificar com nossas vidas. As críticas contra esse filme são muitas, e vi que muita gente não curtiu, falando que o enredo é fraco. Isso é verdade, e é exatamente por isso que eu gostei tanto desse filme."Mas como assim Vân?!". Pense comigo: vemos filmes onde tudo dá certo no final, com acontecimentos fantásticos, aventuras, mas no nosso cotidiano acontece coisas assim? Se você responder sim, meus parabéns! Mas comigo não é assim, minha vida é muito comum, sou jovem e vivo pensando nas escolhas que fiz e tenho que fazer diariamente. Na vida comum não há grandes tramas e reviravoltas, e consegui me ver na vida de Clara e identificar com a personagem em vários aspectos. É um filme que relata e mostra coisas tão comuns que consegui ver não só momentos da minha vida pessoal, como cotidianos de várias pessoas ao meu redor.

Eu recomendo muito porque eu realmente fiquei bem pensativa em relação aos vários aspectos da vida que me circulam. Não é um filme feito pra ter um final certinho, pra te agradar em relação de "história", mas pra te fazer refletir sobre o que você está fazendo, o que quer... enfim, sobre toda sua vida, afinal existem tantas "Claras" que no fim só querem encontrar um sentido pra tudo, só querem ser felizes. Um filme leve, rápido, que com certeza eu assistirei mais vezes.


Pra quem quiser assistir, tem na Netflix (mas se você procurar bem também acha na interwebs da vida). Já conhece ou conheceu? Comenta aí o que achou :)
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26 maio 2016

American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson


Em 3 de outubro de 1995 o veredito foi dado e OJ Simpson foi absolvido de um crime em que todas as provas o apontavam como o autor. Quando isso aconteceu eu nem tinha nascido, mas alguns acontecimentos estão destinados a ficarem marcados para sempre na história, e esse julgamento é um deles. Tantos anos depois, a FX lança uma minissérie incrível baseada no livro do jornalista e ex-promotor Jeff Tobin escreveu sobre o caso. Livro que a Darkside Books relançou esse ano e me enviou em Abril, e mais uma vez eu me vi mergulhando em uma história criminalística americana.

Orenthal James "O.J." Simpson (São Francisco, 9 de julho de 1947) é um ex-jogador de futebol americano e ator norte-americano que teve grande destaque nos esportes. Em 1994 foi acusado do assassinato de sua ex-mulher Nicole Brown e de seu amigo Ronald Goldman. Todas as provas o apontavam como culpado, mesmo assim, foi absolvido após um longo julgamento. O julgamento de Simpson começou em 26 de setembro de 1994,  durou 372 dias e foi acompanhando fielmente pela mídia e população americana. "Mas como uma pessoa é absolvida de um crime em que tudo aponta que ela cometeu?" Em American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson podemos ver os diversos lados da história e o que levou O.J a ser declarado inocente.


O livro mostra detalhadamente tudo que aconteceu nos bastidores do caso de O.J. Simpson. Conhecemos um pouco mais sobre todos os envolvidos, temos uma visão do papel de cada pessoa nesse processo e ,podemos ver como o advogado Johnny Cochran, explorou o racismo e preconceitos que estavam em alta na época na hora de elaborar sua estratégia (que funcionou brilhantemente). Quando Johnny levanta essas questões raciais e encontra um material que mostra policiais de Los Angeles se portando como verdadeiros racistas, consegue uma mobilização enorme da população negra, e assim monta seu plano para absolvição de O.J. Uma das coisas que mais achei bizarras é que o julgamento perde o foco e chega um momento que só se fala que o jogador está sendo acusado por ser negro, o que é bem revoltante já que se trata de um crime onde duas pessoas foram assassinadas cruelmente. Mesmo com tantas provas, o foco do julgamento consegue ser desviado.

Jeff Tobin escreve de uma forma fascinante que me fez sentir que estava na época do crime. Mesmo sendo um caso antigo, durante a leitura tive uma porção de sentimentos e opiniões, chegando a ficar perplexa e revoltada em vários momentos. O autor tece os acontecimentos de uma maneira muito inteligente, com riqueza de detalhes e observações perspicazes que vão surpreender até mesmo quem acompanhou toda a história na época. Se você possui interesse em investigações policiais, casos criminalísticos americanos, Los Angeles, e/ou quer conhecer um caso onde a justiça falha descaradamente e os bastidores de um tribunal, você definitivamente precisa ler este livro.

E há quem diga que a "justiça" sempre é feita. Irônico né.
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