15 setembro 2016

Em Algum Lugar nas Estrelas e a jornada para buscar o que está perdido dentro de si


Depois de uma fase literária totalmente dedicada ao terror e uma ressaca literária das boas, resolvi expandir os gêneros das minhas leituras e ler alguns livros mais sensíveis. Depois de tanto adiar, comecei os livros que fazem parte da coleção Darklove, e um deles foi Em Algum Lugar nas Estrelas, um romance que mistura fantasia, aventura e aborda temas como a amizade. O livro foi cedido pela Darkside Books e chegou em minhas mãos em Julho.

A história se passa nos anos 40 e é narrada por Jack, um garoto de 14 anos que está tentando se adaptar a uma vida nova: após perder a mãe recentemente, Jack teve que ir morar com o pai, um militar da marinha que esteve ausente na maior parte de sua vida. Pela pouca convivência entre eles, Jack sente como se morasse com um estranho e fica desconfortável com isso. Seu pai então resolve o matricular em um internato para filhos de militares.

No internato Jack conhece Early Auden, um aluno bem diferente dos outros garotos. Early é organizado, metódico, obsessivo e se recusa a assistir aulas que vão contra suas crenças; por isso é considerado o esquisito da escola e está sempre só. A medida que Jack se aproxima de Early ele descobre ainda mais coisas sobre ele: o garoto tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Também enxerga no número Pi cores, formas e texturas que formam uma história.



Quando chegam as férias, todos os os alunos voltam para casa para passar o fim de ano com a família, mas Jack e Early permanecem na escola. Mesmo discordando de Early em vários assuntos, e por motivos que não citarei para evitar spoilers pra quem quiser ler, Jack parte com ele em uma jornada a bordo do barco que eles construíram juntos. Baseando a jornada no entendimento e leitura diferente que Early possui do número Pi, eles seres fantásticos como piratas, pessoas amaldiçoadas e outros elementos fantasiosos que atiçam a imaginação de quem está lendo.



Esta foi uma obra que realmente mexeu comigo. Eu estava um apreensiva pois havia muito tempo que não lia algum livro infanto-juvenil, mas eu realmente fui tocada pela delicada escrita de Clare Vanderpool. Os personagens são incríveis, Early e Jack cada um com a sua maneira de lidar com a perda e confusão. A amizade de Jack e Early foi uma das coisas que mais amei na história: mesmo sendo considerado estranhos, eles não tinham medo de ser quem eles eram um com o outro, e podiam expressar-se completamente quando estavam entre si. Os dois estavam sofrendo a dor de uma perda, mas juntos ajudaram um ao outro curar. A narrativa alterna entre A História de Pi e o ponto de vista de Jack; as conexões são tão belas que, no final quando o leitor é exposto a tudo, não tem como não se emocionar.

Essa foi a primeira vez que li ouvindo as músicas relacionadas com a história, o que foi bem diferente e enriqueceu a minha experiência de leitura imensamente. A Darkside Books montou uma playlist do Spotify com os artistas citados por Early,  como Mozart, Sinatra e Billy Holiday. Mesmo que você não tenha costume de ouvir músicas ao ler (assimcomo eu), eu te garanto que será diferente aqui: você realmente fica imerso na história, é bem mágico sabe? Vou deixar a playlist anexada pra quem se interessar (com livro ou sem, vale muito a pena).



Em Algum Lugar nas Estrelas é mágico, emocional, profundo e muito delicado, que fala sobre amizade, perda, a busca por respostas em uma jornada pelo auto-conhecimento. Um livro juvenil com um toque de adulto, que traz lições de vidas para todos e que eu recomendo para os leitores de todas as idades.
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05 setembro 2016

O íntimo e expressivo "The Getaway" - Red Hot Chili Peppers


Estava com saudade de falar de música aqui no blog, o que não faz sentido pois eu ouço música mais do que faço qualquer outra coisa na minha vida. Falando de música, o Red Hot Chili Peppers resolveu sair do hiatus e, depois de 5 anos, lançar o The Getaway, álbum que estou constantemente ouvindo por agora. O RHCP é uma banda muito especial pra mim (sério, tem gente que não acredita) e eu não sabia o que aguardar, já que eles estão em uma fase totalmente nova. E, como músicas são capazes de traduzirem as fases da nossa vida, The Getaway veio pra isso.

Músicas como Can't Stop, Give It Away e Suck My Kiss foram as responsáveis por me fazer apaixonar pela banda, principalmente por suas pegadas punk / funk, batidas animadas, excesso de riffs de guitarra e Flea mandando no contrabaixo esbanjando slap. Como eu amo ouvir faixas assim! Mas isso foi a muito tempo, e toda a banda tem o direito de inovar e mudar seu estilo.

Aqui temos um Anthony Kiedis compondo pós desilusão amorosa e o novo guitarrista, Josh Klinghoffer, buscando gravar seu próprio estilo e conquistar seu espaço, saindo da sombra pós-Frusciante. Vale lembrar também que esse é o primeiro CD com o novo produtor Danger Mouse, já que a banda encerrou seus trabalhos com Rick Rubin, que trabalhava com eles desde 1991. Resultado disso tudo: um disco sutil, expressivo e recheado de novos elementos.


Com frases como "The darkness helps to sort the shine" ('Dark Necessities'), Anthony deixa claro a influência "sombria" presente nas suas narrativas aqui. A calma reflexão sobre o jogo da vida  em 'The Longest Wave', a penitência para a passagem de um amigo em 'Feasting On The Flowers', a morte em 'Goodbye Angels', a intensa 'Dreams Of A Samurai' que encerra o cd de forma melancólica. Músicas com letras expressivas e sentimentais. 'Go Robot' é uma das faixas que me fez dançar, mas mesmo nela vemos o preenchimento com sintetizadores. 'This Ticonderoga' é o punk que não poderia faltar, com Flea se destacando com sua agilidade no contrabaixo. Mesmo que o Funk e Rock estejam presentes em “The Getaway”, temos novos elementos que se assemelham ao Indie e Pop, com elementos eletrônicos (ainda não sei se gostei disso), muito teclado, uma vibe mais calma e letras mais pessoais.

Provavelmente eu teria reclamado bastante dessa "mudança" de estilo da banda se tivesse ouvido esse CD um tempinho atrás, porém quando abri o Spotify para ouvir The Getaway as mudanças estavam também me rondando, então desde o lançamento já cansei de contar quantas vezes o ouvi. As críticas na interweb contra esse álbum foram muitas: melódico demais, triste demais, sádico demais. Mas aqui temos Anthony compondo especialmente o complexo de suas emoções nuas após um mal momento na sua vida, e, de que valeria a música se ele não pudesse se expressar nela?


É possível sim renascer de uma forma nova ainda mantendo sua essência. O brilho de 'The Getaway' está em suas sutilezas, sendo (na minha humilde opinião) o álbum mais íntimo e expressivo até agora, sugerindo que, após tantos anos, o Red Hot Chili Peppers ainda pode me impressionar.

(gostei muito de escrever essa postagem, acho que vou lotar o blog falando de música agora)
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20 agosto 2016

A verdadeira face da morte em Confissões do Crematório de Caitlin Doughty


A morte sempre me rondou de uma forma stalker. Meu primeiro contato com ela foi quando minha bisavó morreu, eu era criança demais pra entender a dor das pessoas ao redor, então me limitei a ficar brincando perto do caixão. Depois disso foram muitas pessoas próximas partindo, e em alguns casos, pessoas desconhecidas morrendo na minha frente. Por exemplo, uma vez voltando da faculdade com um amigo, vimos um ônibus passando em cima da cabeça de uma jovem, e ainda me lembro o barulho que é uma cabeça estourando. Enfim, a morte nunca teve timidez pra se apresentar diante dos meus olhos, e quando a Darkside anunciou o lançamento de Confissões do Crematório, pensei que eu iria gostar bastante desse livro, baseada na minha experiência enorme de lutos e familiaridade com a morte. E eu realmente gostei: assim que a Caveirinha me enviou o livro, eu o li em dois dias.

Aqui temos uma obra de não ficção, onde Caitlin Doughty conta em primeira pessoa sua experiência na indústria funerária. Ela passou um ano como operadora de um forno crematório na Westwind Cremation & Burial em San Francisco antes de buscar o licenciamento de agente funerário para tornar-se que ela é hoje. Caitlin traz os bastidores do que acontece com um corpo depois que entregue para a funerária, como é preparado um corpo, as opções disponíveis depois da morte, e em nenhum momento encobre os detalhes desagradáveis, nos expondo a verdadeira realidade sobre a morte: ela não é algo tão bonito assim, mas é real e precisamos encará-la do jeito que ela é.


Caitlin fala sobre as atividades que exerceu no seu trabalho: transporte de pessoas falecidas, preparação de corpos, manipulação dos cadáveres e cinzas, e, principalmente, como tudo isso a ajudou a formar seu ponto de vista sobre a vida e a morte. Enquanto conta sobre sua rotina lidando com os mortos, a autora nos mostra diversos fatos históricos, mitológicos e filosóficos relacionados com a mortalidade e também nos conta sobre rituais praticados por várias culturas, deixando claro que cada povo tem um jeito diferente para cuidar dos seus cadáveres. Um choque de realidade que me fez abrir a mente para o assunto e entender que é preciso respeitar e aceitar a forma que cada cultura lida com o fim dos seus.


É impressionante como esse livro trata de um assunto difícil de uma forma tão envolvente, simples e bem humorada. Todas as pessoas envolvidas são cativantes e eu me vi totalmente apegada à Caitlin e seus colegas, pessoas que mesmo trabalhando com a morte precisam se manter bem. É uma obra que me fez refletir sobre o assunto de uma forma totalmente diferente, mudou minha visão sobre a vida e também me fez rir bastante. Mesmo se tratando sobre a mortalidade, essa é uma leitura que está longe de ser deprimente. Não tenho palavras suficientes para descrever o quanto que aprendi, cresci como pessoa e percebi quantos equívocos eu cometia ao pensar na industria funerária.

Caitlin fala sobre a necessidade de pensarmos sobre nossa própria mortalidade e a importância de encararmos que a morte é algo natural, que virá para todos. Afinal, se a morte é a nossa única certeza em vida, por que evitamos falar dela? Este é um livro que, na minha opinião, todos devem ler, já que é preciso mudar vários equívocos e incentivar mais conversas sobre o assunto, para que a morte não seja algo tão distante. Confissões do Crematório traz a desmistificação da morte para nós e, através dela, nos ensina lições para levarmos por toda a vida. 
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17 agosto 2016

Além do Facebook: redes sociais sobre livros, filmes, séries, jogos e música


Hoje as redes sociais fazem parte do dia-a-dia de quase todo mundo, pois além entreter também servem para trocar diversos tipos de informações, desde humor, lifestyle, até informações importantes. Há sites de redes sociais para todos os gostos e tenho certeza que todo mundo conhece Facebook, Instagram e Twitter né? Mas na postagem de hoje eu vou indicar algumas que eu não consideram tão conhecidas como deveriam, e que se tratam de assuntos diferentes, como livros, jogos e etc. Bora então?

Skoob

O Skoob é uma rede social totalmente brasileira e destinada aos amantes de livros, onde se poder compartilhar informações e avaliações pessoais referentes as suas leituras. Você pode montar sua estante com os livros que você já leu, quer ler, os que abandonou e também catalogar e separar livros das revistas e quadrinhos. No Skoob você marca os livros que você tem ou não, participar de grupos literários, posta resenhas, concorre a cortesias das editoras e através do Skoob Plus pode até mesmo fazer troca de livros com outros leitores. É minha rede social preferida e, na minha opinião, a rede literária mais completa. Visite aqui o meu perfil no Skoob ♥


Filmow

E se o Skoob fosse de filmes ao invés de livros? Aí seria o Filmow. No Filmow você pode montar a sua "estante" de filmes, séries, documentários e animações, compartilhando seu gosto cinematográfico por ai. Cada obra tem uma página especial, com sinopse, ficha técnica, comentários dos usuários, entre outros. Você pode marcar os filmes/outros que você já viu, os que quer ver e até mesmo os que não quer, também podendo escrever sua opinião e avaliação. No seu perfil mostra a quantidade de horas de tudo que assistiu e você ainda pode criar listas com o tema que quiser. O que eu mais gostei no Filmow é que, apesar do nome, ele não é focado apenas em filmes, e eu sempre achei todos os animes que queria no site. Vale a pena usar! Visite aqui meu perfil no Filmow ♥


Alvanista

Quando vi a Alvanista foi amor a primeira vista (e juro que não pretendia rimar piadinha horrível, eu sei). A Alvanista é uma rede social  dedicada aos jogos e gamers de plantão. Ela também é totalmente brasileira e a estrutura é bem parecida com o Facebook. Aqui você montar sua coleção de jogos e marca os que já jogou, os que quer jogar, os finalizados, os que você tem, etc. Também pode escrever e ler avaliações, adicionar amigos e participar de rankings. De todas as possíveis redes sociais de jogos, a única que conseguiu me cativar mesmo foi esta, pois é bem organizada e de fácil entendimento. Meu perfil é relativamente novo, mas pode adicionar pra gente trocar experiências! Visite aqui meu perfil no Alvanista ♥


Last FM

O Last FM é uma rede social de música onde fica gravado tudo o que você, daí quando você acessa o perfil de outra pessoa, o site te mostra o grau de compatibilidade musical entre vocês. Você pode ver os artistas e músicas mais ouvidos e escolher o período abordado (os mais ouvidos do mês, dos últimos sete dias, etc), marcar seus sons favoritos, conhecer novos artistas baseados no seu gosto musical atual, seguir amigos, enfim, é muito bacana. Tenho que dizer, é a melhor forma que encontrei até hoje de conhecer novas bandas, checar as discografias, conhecer pessoas com mesmo gosto musical, etc. Tudo muito bem organizado, com um layout agradável, e o melhor de tudo, se baseia no gosto do público. Visite aqui o meu perfil no Last FM ♥


Essas são minhas redes sociais queridinhas onde eu organizo tudo que eu gosto, e eu adoro catalogar livros, séries e afins pra ter um controle de tudo com o que já tive contato, até mesmo pra conhecer novas coisas do mesmo gênero. Espero que gostem das indicações, conta pra mim aí o que achou e se você já usa alguma dessas.
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18 julho 2016

Romance, fantasia e força feminina em "The Kiss of Deception"


Quando foi anunciado o lançamento de The Kiss of Deception, primeiro livro da trilogia Crônicas de Amor e Ódio, confesso que fiquei com dúvidas se leria ou não, até porque nunca fui muito fã de romances "Príncipe e Princesa". Mesmo assim, aquela curiosidade sobre a presença da fantasia e força feminina no livro me fez pensar e dar uma chance a primeira obra da autora Mary E. Pearson. Quando li o primeiro capítulo disponibilizado no Skoob, aí que fiquei curiosa mesmo. Recebi o livro em parceria com a editora Darkside Books e, olha, fiquei bem feliz por ter mudado de ideia.

The Kiss of Deception conta a história da princesa Arabella Celestine Idris Jezelia (ou só Lia mesmo), a Primeira Filha do Reino de Morrighan. Lia estava com um casamento marcado (contra sua vontade) com o príncipe de Dalbreck, um reino vizinho, casamento que firmaria uma aliança entre os dois reinos. Porém, mesmo com tal responsabilidade, Lia foge no dia do casamento juntamente com sua criada e amiga Pauline para uma cidade chamada Terravin, afim de viver uma vida livre de responsabilidades reais e onde ela possa ser dona dela mesma.

Assim que chegam na cidade, Pauline a leva para a pousada de Berti, que as acolhe com a condição de ajudarem servir as mesas. Mas Lia não fazia nem ideia do que suas ações desencadeariam: o seu prometido de Dalbreck, impressionado e ao mesmo tempo "magoado", resolve seguí-la para saciar sua curiosidade de saber quem era a mulher que teve a ideia (e coragem suficiente) de fugir, coisa que ele queria ter feito mas hesitou. Ao mesmo tempo, um assassino é enviado por Venda com objetivo de matá-la para acabar com a possibilidade de aliança entre  os reinos Dalbreck e Morrigan. Algumas semanas depois da chegada de Lia, dois rapazes, Rafe e Kaden, entraram juntos na pousada de Berti para observar a princesa. Mas uma coisa não é nos revelada: quem é o príncipe e quem é o assassino?


Os capítulos alternam entre o ponto de vista de Lia, do “Príncipe”, do “Assassino”, de “Rafe” ou “Kaden”, deixando oculto para o leitor a identidade do príncipe e do assassino. A medida que a narrativa vai se desenrolando, a personalidade de cada um vai sendo revelada aos poucos e cabe ao leitor a aposta de quem é quem, o que eu achei muito bem pensado pela autora. Essa jogada cria um vínculo muito bacana com quem está lendo, eu mesma me vi presa pela história e só consegui soltar o livro depois de finalizada a leitura. A forma como Mary escreve é tão inteligente que fiquei impressionada ao saber que esse foi o seu primeiro livro.

Outro ponto forte são os núcleos femininos. As personagens são unidas, ajudam umas as outras e são profundas, o que me agradou imensamente. Lia, por mais que seja alguém que foi criada como princesa, é uma pessoa que está sempre pronta a trabalhar, comete erros, tem personalidade muito forte e não é perfeita como a maioria das outras princesas que nos são apresentadas. É uma protagonista bem escrita, intensa, cheia de seus próprios desejos e alguém com quem podemos nos identificar. Não só Lia, mas as outras mulheres também possuem personalidades únicas, seus problemas, suas individualidades. Representatividade feminina não falta nesse livro.

Quando eu comecei ficar um pouco frustrada quando as coisas ficaram muito focadas no romance, pude ver que tudo foi bem pensado e necessário para o desenvolver do enredo, até as partes mais monótonas. Entre os capítulos há várias passagens das escrituras e canções dos reinos, que se encaixam perfeitamente com a história e deixa aquele gostinho de "vem uma boa dose de fantasia por aí". Digo isso porque a medida que o livro caminha pro final, são apresentados mais elementos místicos, como a profecia e missão de Lia. Minha expectativa é que isso seja melhor abordado na continuação da trilogia, e estou muito curiosa para saber o que acontecerá nos próximos volumes.

The Kiss of Deception é um daqueles livros que você não consegue parar de ler enquanto não chega ao fim, e a trilogia "Cronicas de Amor e Ódio" promete ser uma saga e tanto. A edição da Darkside Books está linda como sempre: mapa nas duas contracapas, capa dura e vem com um marcador (além da fita) e um poster gigante com o mapa dos reinos. Essa é uma bela história que une romance, fantasia e cenário medieval, uma experiencia nova pra mim que eu recomendo muito pra quem gostar desses gêneros.
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23 junho 2016

Exorcismo - Thomas B. Allen


Já estou acostumado a ler livros com a temática demoníaca e amo tudo que envolve esse mundo obscuro. Logo que fiquei sabendo do lançamento do livro “Exorcismo” pela Darkside eu já o coloquei na minha wishlist, mas tenho que dizer que fui surpreendido de uma maneira muito positiva recebendo-o em parceria com a editora. Exorcismo é uma espécie de documentário “narrado em forma de história” baseado em um diário, anotações e conversas que o autor, Thomas B. Allen, manteve com um dos padres que participou de um exorcismo nos Estados Unidos lá no ano de 1949. 

O livro relata o exorcismo do garoto Robert Mannheim que tinha uma tia que se comunicava com os mortos através de uma tábua ouija. Logo após o falecimento da mesma, o garoto se tornou vítima das forças do mal e ,a partir daí, a família e diversos padres entram em uma luta espiritual e física com o mal para tentar livrar o garoto de um destino aterrador. A cada dia que passa Robbie vai piorando e o exorcismo se torna algo exaustivo, mas os envolvidos não perdem as esperanças. A obra ainda conta com a bibliografia detalhada referente a cada capítulo e o diário de registros de um dos padres (diário que deu vida a esse livro) que fez parte do exorcismo como prova ocular e participante ativo do mesmo durante quase todo o processo, são registros perturbadores que vão além da compreensão humana.

“Uma das sensações que é muito indicativa da natureza espiritual da possessão é que a pessoa possuída perdeu a característica humana... é como se você estivesse na presença de algo inumano ou que o possuído está vazio e alienado de si próprio.”

Foi uma leitura muito pertubadora e que me proporcionou horas de espanto e reflexão sobre o assunto, me prendeu do começo ao fim e fez com que minha mente ficasse ainda mais aberta em relação aos assuntos referentes a espíritos, religião, possessão e etc (destaque para o batismo do garoto que foi algo exaustivo e assustador, dá para sentir na pele a apreensão dos padres em relação ao mesmo, visto que o batismo foi fundamental para o exorcismo de Robbie que só foi concluído após um longo tempo). Dá para ver claramente o trabalho que Thomas B. Allen teve ao relatar essa história, sempre buscando a veracidade das informações e transformando tudo em um livro impecável. Já a Darkside teve muito carinho como já é de costume com a arte da capa e a diagramação que ficaram maravilhosas, sem contar as tábuas ouija que estão presentes no começo e fim dessa edição e que dão um toque especial a obra.



"Havia crucifixos na parede e freiras que eram enfermeiras. E a maca disparou por todo o quarto, sozinha. Marcas de arranhões apareciam de repente no peito do menino enquanto as freiras observavam..."

Esse livro foi a principal inspiração para “O Exorcista”, filme que já assisti milhares de vezes, desde a época dos filmes VHS quando ia com meu pai na locadora alugar os filmes (sim, alugar mesmo) e já buscávamos a sessão de filmes de terror/horror. Me lembro até hoje do medo que senti ao assistir ao filme e pensar que aquilo realmente aconteceu, perdia noites de sono. Mas eu era muito pequeno, e hoje em dia já estou acostumado com filmes do gênero, e como disse, o livro me assustou mesmo com minha “experiência” com esse assunto. A obra ainda possui relatos sobre estranhos acontecimentos enquanto o filme estava sendo produzido, como o incêndio dos sets de filmagem que aconteceu diversas vezes e sem nenhuma explicação.

O autor Thomas B. Allen (que também é jornalista) tem a capacidade de deixar até os mais céticos em relação a esse assunto um pouco assustados. Recomendo a leitura para todos os fãs do gênero e também para quem não é, pois, a luta contra o mal ocorre diariamente, e no livro, você poderá tirar suas próprias conclusões caso ainda não acredite em tais acontecimentos, visto que é um relato real de uma pobre vítima das forças do mal.

Escrito por: Peterson Roberto
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