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Dia da Mulher: A Evolução Feminina no Rock



Mesmo que muitas pessoas não assumam isso, posso afirmar que a história rock n’ roll e seus subgêneros não seria a mesma sem a participação feminina. Nos dias de hoje, as formações com mulheres nas mais diferentes posições dentro de uma banda de rock não é mais novidade e, principalmente no heavy metal, atingiram seu auge em meados dos anos 90. As mulheres fizeram total diferença na história recente das vertentes mais pesadas do rock, com forte parcela de poder para alçar as bandas das quais participavam, do underground ao mainstream. A evolução natural do rock elevou cada vez mais o papel da figura feminina dentro do cenário da cultura pop, mas o caminho não foi fácil.

A abertura para as mulheres adentrarem ao mundo do rock foi conquistada com unhas e dentes, não muito diferente do que acontece na luta contra o preconceito a que são expostas ao longo da história, que desde a antiguidade mantém a figura da mulher em desigualdade ao homem, em uma sociedade com valores machistas.

Até os anos 80, poucas mulheres reivindicavam o rock and roll e podemos citar poucos álbuns memoráveis. Janis Joplin, talvez como rainha reinante do rock ,Grace Slick e sua presença dinâmica no palco, Stevie Nicks criando um dos grupos de rock mais vendidos na história. Mesmo assim, poucas outras mulheres deixaram sua marca nas décadas de 1960 e 1970, durante os primeiros anos formativos do desenvolvimento do rock. Com o passar dos anos surgiram como cantoras, compositoras, músicas ou fãs, se firmando de várias formas complexas na cultura do rock and roll. Ao longo do caminho, foram surgindo vários obstáculos, como agressão sexual, exploração, salário injusto, condescendência e exclusão. "

"Rock 'n' Roll is hard work, it's harder than being in the army. And your guitar is your machine gun; tour instruments are your implements of battle... you've gotta know your instruments" 
-Patti Smith, NME, 1977

Muitas das primeiras mulheres a prosseguirem uma carreira de rock fizeram uma espécie de guerra, às vezes contra os céticos ou outros artistas de rock, muitas vezes contra a sociedade e as normas culturais, e às vezes, eles se envolveram em uma guerra com elas mesmas. Janis Joplin, a primeira estrela do rock feminino branco, lutou cada uma dessas batalhas. Em 4 de outubro de 1970, foi descoberta em seu quarto no Landmark Motor Hotel em Hollywood, morta de uma overdose de heroína. "O sexismo matou Janis", disse Joe McDonald, seu único amante.

As mulheres, especialmente nas primeiras décadas de desenvolvimento do rock, foram pressionadas a permanecer "no lugar delas" da mesma forma que as donas de casa da classe média pós-Segunda Guerra Mundial estavam confinadas aos papéis tradicionais no lar. O que é bem hipócrita e estranho para um estilo musical que surgiu exatamente para reagir e protestar contra os limites rígidos da década de 1950.

O fato é que o rock and roll nunca foi um empreendimento exclusivamente masculino. No começo, pode parecer assim, mas com cada década mais mulheres, inspiradas por aquelas que se firmaram cedo, como Janis Joplin, Tina Turner, Patti Smith, Grace Slick, Joan Jett e Stevie Nicks. Assim, pouco a pouco o rock and roll ganhou sua perspectiva feminina. Ao longo do final do século XX, o rock, como o blues e o jazz antes dele, continuaram sendo um gênero de música dominado pelos homens, mas as mulheres surgiram como uma força inegável e poderosa no estúdio e no palco. E, hoje, podemos ver grandes mulheres atuando na cena em todos os subgêneros do rock. Theatre Of Tragedy , Trail Of Tears, After Forever, Epica, Floeing Tears, Within Temptation, Lacuna Coil mostram que o quanto o cenário feminino cresceu no metal lírico. Todavia, um dos maiores destaques femininos dentro do cenário mais pesado do heavy metal é, sem dúvidas a Angela Gossow, que foi frontman do Arch Enemy por mais de uma década e impressionava por seu potente e agressivo vocal gutural.

Sei que ainda existe muito machismo no cenário musical, mas creio que o objetivo principal está sendo cumprido:enaltecer as mulheres que, de alguma forma, foram peças importantes na revolução feminina dentro de um ambiente machista, passando a mensagem de que o lugar de uma mulher é onde ela quiser, inclusive no rock. 

Pra finalizar a postagem, vou deixar minha playlist de rock feminino do Spotify pra quem quiser curtir:


Feliz Dia da Mulher!

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